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OS EFEITOS DO ÁLCOOL NA
SOCIEDADE E NA MULHER

Cresce número de dependentes e de
acidentes causados pela embriaguez .


O hábito de ingerir álcool tornou-se um grande problema da sociedade moderna, que leva ao mercado quantidade e variedade cada vez maiores de bebidas. Graças ao aumento da produção e menores custos, o consumo cresceu muito, sem que houvesse conscientização da falta de limites do ato de beber.
A ingestão de álcool diminui a coordenação motora e os reflexos, estando intimamente ligada à alta mortalidade por causas externas. O beber contínuo e excessivo é responsável por complicações gastrointestinais, diarréias crônicas, infiltração gordurosa do fígado, cirrose hepática e câncer, entre outras complicações sobre todo o organismo.
Os fatores que podem levar ao alcoolismo podem ser de origem biológica, psicológica ou sociocultural. Apesar de a maior parte das pessoas saber que ingestão excessiva de bebidas alcoólicas tem efeitos graves no organismo, é cada vez maior o número de ocorrências de brigas, espancamentos, acidentes automotivos, atos de vandalismo e internações, absenteísmo ao trabalho, além de mortes prematuras em plena idade produtiva.
Os dependentes do álcool têm propensão ao desenvolvimento de doenças no fígado, no aparelho digestivo, no sistema cardiovascular e aos casos de polineurite alcoólica, sendo que, nos jovens, cujo organismo ainda encontra-se em fase de desenvolvimento, e no sexo feminino, mais propício ao alcoolismo, as conseqüências são bem mais graves.

AS MULHERES
O organismo feminino possui maior proporção de tecido gorduroso, sofre com variações do álcool no decorrer do ciclo menstrual e por diferenças enzimáticas, o que gera a maior propensão de a mulher tornar-se alcoólica.
Além das questões relacionadas à saúde orgânica, as mulheres sofrem mais psicologicamente, já que, além dos problemas comuns aos dependentes, elas ainda se vêem obrigadas a lidar com grande preconceito da sociedade. Hoje sabemos que até mesmo outros dependentes agem de forma preconceituosa para com as mulheres dependentes de álcool, repetindo em grupos de tratamento mistos os mesmos preconceitos e violência verbal que elas sofrem em casa, provenientes de pessoas que muitas vezes fazem uso até mais pesado de álcool.

“Por questões metabólicas, a mulher é mais suscetível ao alcoolismo”, afirma o dr. Sérgio Seibel, ex-presidente do Comitê Multidisciplinar de Estudos em Dependência do Álcool e outras Drogas da Associação Paulista de Medicina (APM). “Além de superar as questões comuns aos alcoólicos, elas enfrentam enorme preconceito, padecem com o medo e a vergonha”.

INGESTÃO SEGURA
A despeito de todos os riscos implícitos ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, lembramos que a tradição de ingerir pequenas doses em algumas datas do ano ou ocasiões especiais não consiste em risco para saúde. Por essa razão a nutricionista do Ganep Nutrição Humana, Maria Izabel Lamounier, afirma que não há necessidade de banir a bebida de nossas vidas, só que é fundamental saber administrá-la. “Tudo depende da dosagem”, pondera.
O álcool, quando ingerido em pequena quantidade, não traz danos ao organismo e pode ser consumido desde que não haja nenhuma contra-indicação médica.



Coluna Mais Saúde
*Distribuição Acontece Comunicação e Notícias.

 
 
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