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Foto: Santana    
 
 
Cliente de supermercado no município
de Guapiaçu levando compras
em sacola reutilizavel

O fim de um tormento ambiental


Em Guapiaçu, os supermercados estão gradualmente substituindo as sacolas descartáveis por reutilizáveis

* Da redação
folha@regionalweb.com.br

As sacolas plásticas já foram sinônimo de praticidade quando surgiram, no ano de 1950, para facilitar a vida e o dia a dia da dona de casa. Hoje, depois de mais de 60 anos de utilização, deixaram de ser salvadoras da pátria e ocupam o status de vilãs do meio ambiente. Com iniciativa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), que representa o setor no estado de São Paulo e que conta com 1.200 associados, começou no dia 25 deste mês a campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”. A finalidade é reduzir o consumo de sacolas plásticas não só no estado como em todo o país. No Brasil são usadas cerca de 11,3 bilhões de sacolas plásticas por ano. Só no estado de São Paulo, o número chega a 2,4 bilhões, uma média de 713 sacolas para cada pessoa. Em São José do Rio Preto e região, são consumidas aproximadamente 1,2 bilhão de unidades por ano.
Para quem não está acompanhando o assunto, trata-se de uma nova postura diante da questão ambiental e será feita uma substituição das sacolas descartáveis por sacolas reutilizáveis ou sacolas biodegradáveis, que serão vendidas a 19 centavos cada ou, se o consumidor preferir, poderá adquirir no próprio comércio as sacolas mais resistentes de tecidos que custará em torno de R$ 1,50 a R$ 2,50 e podem ser utilizadas quantas vezes quiser. Vale lembrar, porém, que as sacolas não foram proibidas por lei, o que existe é um acordo voluntário dos supermercadistas em prol ao meio ambiente, que deixaram de oferecer as sacolinhas aos clientes.
Por um lado os supermercadistas de todo o país irão economizar por ano cerca de R$ 500 milhões. Por outro lado, alguns dos fabricantes de sacola plástica ainda não sabem que rumo tomar. Outros já estão vendo na proibição uma oportunidade com novos pedidos de sacolas produzidas com resina baseada em amido de milho que vêm crescendo 60% ao mês, depois do acordo que determinaram a substituição das sacolinhas. E por finalizar, os dois lados saíram ganhando, tanto fabricantes quanto proprietários de supermercados. Apesar do consumidor desembolsar o custo das novas sacolinhas - se não quiser levar as de tecido de casa -, quem na verdade sairá ganhando será o planeta, que ficará livre das sacolinhas, considerada um tormento ambiental com o passar dos anos.
Em Guapiaçu, os supermercados estão gradualmente substituindo as sacolas descartáveis por reutilizáveis. Segundo informações do presidente da Associação Comercial e Industrial de Guapiaçu, Amarildo Aparecido Paulinho, a meta realmente é de se excluir por completo todas as sacolinhas plásticas. Mas a grande dificuldade no momento que os comerciantes estão encontrando é por parte dos novos fornecedores, que não têm às novas sacolas para fornecimento.
Segundo Osvaldo Nascimento, proprietário do Supermecado Redemais, com três lojas no município de Guapiaçu, no início sua rede terá apenas as sacolas de papel ou tecidos, e que está etapa da transição esta sendo muito tranqüila e planeja facilitar ao Maximo a vida do consumidor dando mais esclarecimentos a todos. “Nada melhor que dar as respostas que o cliente busca”, disse Nascimento.
Em São José do Rio Preto, as lojas dos supermercados Carrefour, WalMart, Pão de Açúcar, Laranjão, Proença, Maranhão, Trídico, Tome Leve, Peniel, Barradas, Pastorinho e JJ Supermercados, estão suspendendo gradualmente a distribuição e orientando o consumidor sobre a importância do fim do descarte irracional de sacolas, que já não existem em vários países do mundo.
Vale ressaltar que as antigas sacolas descartáveis são feitas à base de petróleo (polietileno), material não renovável e demoram em torno de 100 a 200 anos para se deteriorarem, poluindo o meio ambiente. Sem elas, quem ganha é o planeta e todos nós.

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