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Dr. Lindolfo Santana Junior
Advogado

A RESERVA DE VAGAS EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS
POR CRITÉRIO DE RAÇA,
UMA FORMA DISFARÇADA
DE APARTHEID SOCIAL

*Por Dr. Lindolfo Santana Junior

Nesta semana, ocorreu a audiência pública para discutir a reserva de vagas em universidades públicas por critério de raça.
Segundo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que elaborou por intermédio de médicos geneticistas, pesquisas genéticas sobre origem e estrutura da população brasileira, apresentaram um mapa genético do povo brasileiro.
A pesquisa levou em conta a ancestralidade do povo brasileiro que poderia ser dividida em europeus, ameríndios e africanos.
O estudo considerou 934 brasileiros das cinco regiões brasileiras com o objetivo de determinar de onde viemos e quem somos.
A conclusão foi de que quase todos os brasileiros têm as três raízes ancestrais presentes no seu genoma, considerada a mistura ocasionada pela vinda de europeus e africanos que se misturaram com os índios.
Dados do próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que o perfil de ancestralidade é extremamente similar entre os brasileiros considerados brancos, pardos e negros.
Daí, indubitavelmente, decorre a seguinte conclusão:
Não existe diferenciação entre os 200 milhões de brasileiros.
Somos todos brancos, negros e índios.
Ademais, a cor da pele não está geneticamente associada a nenhuma habilidade intelectual, física ou emocional.
No caso do chamado sistema de vagas em Universidades públicas por critério de raça, cuja adoção é pretendida por alguns pseudos defensores de minorias, é semelhante às leis raciais criadas em países como a África do Sul ao instituir um apartheid social.
As leis raciais apenas incentivam o pensamento de que as pessoas não são iguais e merecem direitos individuais conforme a sua raça, e ensina que devem se definir a partir da cor da sua pele,
Uma política que proporcionasse acesso a todos, não obrigaria os estudantes a se definir pela cor da sua pele.


 
 
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