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População preocupada
com casos de Meningite |
* Da Redação
Mesmo não tendo nenhum caso de meningite no municipio de Guapiaçu, Saúde promove campanha de orientação e esclarecimento para a população.
Em Julho de 2008, o Centro de Vigilância Epidemiológica de Controle de Doenças de São Paulo foi notificado da ocorrência de um surto de Doença Meningocócica ‘Meningite”, no município de São José do Rio Preto, desde então, se estendeu um amplo treinamento de equipes de saúde para atendimento à população, em especial à região do Bairro Solo Sagrado daquela cidade, onde foram constatados em média 10 casos da doença no mês. Foi realizada vacinação casa-a-casa neste bairro para a população entre 2 meses e 19 anos de idade devido ao surto da doença; até o momento não há indicação de vacinação da população em geral e nem disponibilização da vacina para a rede pública, pois até o momento a indicação de vacina é somente para comunicantes de pessoas infectadas ou moradores da área de risco. Estão sendo feitas vacinações particulares no município de São José do Rio Preto, não especificamente devido ao ocorrido, mas sim, porque estas instituições sempre tiveram a vacina disponibilizada.
Em virtude da proximidade de Guapiaçu a Rio Preto, a Coordenadoria da Saúde Municipal iniciou uma campanha de orientação e esclarecimento á população Guapiaçuense sobre esta doença . Felizmente no município não há nenhum caso notificado de meningite, porém a equipe da saúde local, entende que a divulgação sobre o que é a doença, seus simtomas, tratamento e transmissão são importantes para o esclarecimento da comunidade.
- O que é a Meningite
A Meningite é uma inflamação das meninges, cujas membranas envolvem o encéfalo, (cérebro, bulbo e cerebelo) e a medula espinhal. A doença pode ser causada por diferentes agentes como bactérias, fungos e vírus. A meningite bacteriana é a forma mais grave.
Tem início abrupto e evolução rápida, podendo levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas.
- Quais os sintomas
da doença
Caracterizam-se por febre alta, cefaléia e rigidez de nuca, comuns em crianças maiores e adultos; destacam-se também vômitos, recusa alimentar, sonolência, irritabilidade e convulsões, principalmente em recém-nascidos e lactentes.
Em crianças com menos de um ano de idade, as manifestações são mais específicas como febre, irritação, choro constante e abaulamento da fontanela sem rigidez de nuca, se não tratada rapidamente a doença pode evoluir para confusão mental e coma.
Há também a ocorrência da meningococcemia, que é uma forma de infecção generalizada (sepse) causada pela forma mais grave de infecção pela bactéria (N. meningitidis); as manifestações são semelhantes às da meningite, excluindo rigidez de nuca.
- Como é o tratamento
Quando há suspeita clínica, o início do tratamento deve ser imediato e não deve aguardar resultados de exames. O tratamento é feito com antibióticos por via endovenosa e hidratação com soro endovenoso.
-De que forma acontece a transmissão
O ser humano é o único hospedeiro natural da N. meningitidis; cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria na orofaringe e podem transmiti-la mesmo sem adoecer. A bactéria é transmitida de uma pessoa para outra pela secreção respiratória (gotículas de saliva, tosse e/ou espirro). Geralmente, após a transmissão, a bactéria permanece na orofaringe do indivíduo receptor por curto período e acaba sendo eliminada pelos próprios mecanismos de defesa do organismo. Em menos de 1% de indivíduos infectados a bactéria consegue penetrar na mucosa respiratória e atinge a corrente sanguínea levando ao aparecimento da doença meningocócica. A invasão geralmente ocorre nos primeiros cinco dias após o contágio; os fatores que determinam o aparecimento da doença ainda não são totalmente esclarecidos, contudo o contato próximo com pessoas infectadas é um fator de risco alto e importante para o aparecimento de casos secundários.
São contactantes
próximos:
·Pessoas que residem no mesmo domicílio do doente;
·Indivíduos que compartilharam o dormitório com o doente nos últimos sete dias;
·Contactantes de creche e jardim de infância (professores e crianças) que dividem a mesma sala;
·Todas as pessoas que tiveram contato com a saliva do doente nos últimos sete dias (beijar, compartilhar alimentos e bebidas, grupo de crianças que brincam juntas, dividir a mesma escova de dente);
· Profissionais da área da saúde que realizaram procedimentos (entubação orotraqueal, exame de fundo de olho, passagem de cateter nasogástrico) sem utilização de proteção adequado (máscara cirúrgica e luvas).
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